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Introdução

A integração entre o ser humano e a natureza se dá em um desenhar constante e inexorável. Na ausência de idealizações dos processos de uso do solo e indivisível relação na construção dos aglomerados humanos, estamos imersos em um engenhoso conjunto de informações, sabedorias e experiências com consequências e aprendizados tecnológicos extensíveis à várias áreas do conhecimento e prática humana.

Os aglomerados, se contínuos territorialmente, são os grupos que, quando vivos, manifestam inúmeras possibilidades e tentativas de existir e prosperar, em uma constante otimização de recursos e ciclos contínuos enquanto permitida for a permanência no sistema. Comportamento elementar e de ampla capilaridade, são quase todos os lugares no planeta onde vidas decidiram se estabelecer, ocupar e proteger-se para cobrir a plena totalidade dos territórios da Terra.

Na realidade das decisões, a ação de um ser manifesta a sobrevivência de sua espécie. Diretamente determinante nas condições socioambientais atuais, as produções econômicas dos diferentes sistemas normativos invadem espaços locais e globais, glocais, transformando as condições ambientais de sustento da vida.

Algumas das aplicações tecnológicas nas sociedades contemporâneas dão mostras de que podemos fortalecer o gerenciamento global dos recursos naturais e otimizar a execução da proteção do planeta. Podemos definir um caminho para as melhores práticas nas construções das unidades de vida humana, a partir de nossas casas, nossas mãos, se for preciso.

Sustentabilidade, do latim sustinere, pode ser traduzida como a capacidade de algo que é capaz de suportar e manter-se vivo (ONU, 2018). E só há possibilidade desta capacidade de manutenção a partir da reavaliação de nossos próprios estilos de vida, não haverá outra singularidade capaz da salvação de nossa forma de viver.

Em diversos cenários encontramos motivações e iniciativas nos entrelaces entre as relações humanas e os bens comuns, especialmente aqueles correlacionados aos recursos hídricos.

As mudanças climáticas afetam a permanência de culturas e espécies no planeta, quando a capacidade de adaptação e a convivência harmônica entre pessoas, natureza e bens lideram as novas propostas de investimentos e energia criativa nas práticas de desenvolvimento tecnológico.

A partir da revisão de experiências interativas, a tarefa instiga e necessita da força - ou leveza - da interação de todos os atuadores entrelaçados em redes.

Estes espaços, antropológicos e cibernéticos, acontecem a partir da influência de descobertas científicas e forças sumárias que apontam para a necessidade de fortalecermos a capacidade de resiliência de todos os aglomerados humanos. Um processo natural e social.

Necessitamos sempre de mais atenção à compreensão integral da importância de escolhas interativas ou iterativas e muitas vezes sem garantias da virtuosidade das Culturas, aquelas escolhas que permitem sermos algo entre permanentes e impertinentes.

As inovadoras aplicações tecnológicas não podem prover as necessidades globais para a boa vida. Isto é uma tarefa para os aglomerados vivos - prioritariamente - e seus enxames, pois todos os seres e não seres compartilham resistências e interdependências pela existência compartilhada no mesmo território, lugar ou não lugar onde acontecem as suas relações, naturais.

Ou como diz a tradução do final do cap. XI do Tao Te Ching: “Assim, da existência vem o valor. E da não-existência, a utilidade” (TSE, 2011).

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